029. Ir a, pelo menos, 5 exposições: Tinta nos Nervos (1/5)

segunda-feira, janeiro 31, 2011

A pedido da dona do bigode e porque, supostamente, sou mais "entendido" nesta área, farei a review da exposição "Tinta nos nervos" patente no Museu Berardo até dia 27 de março.



Não é fácil convencer uma leitora ávida de literatura vária a consumir "bonecos aos quadradinhos com uma história menor", principalmente se é alguém de cinema que possui uma cultura visual bastante extensa, mas a verdade é que a J. tem-me acompanhado nas minhas aventuras bêdênianas e promete continuar, inclusive a ler o meu livro favorito: Watchmen,(o filme não conta) por isso acompanhem o blog porque vai animar.

Fomos ver a exposição acompanhados do A. e tal como esperado é uma exposição sobre bd feita por autores portugueses, que se apresenta robusta com vários nomes desde João Fazenda, a Pepedelrey ou Victor Mesquita.



Logo à partida somos convidados a deixar um post-it com um desenho nosso, com o intuito de pertencer à BD que se vai compondo na parede, com "vinhetas" de post-it deixadas por visitantes anteriores, confesso que ia deixar uma vinheta mas as canetas tinham sido guardadas e quem me rodeava tinha provavelmente um terço da minha idade o que me fez pensar se era boa ideia.

A exposição é composta por um corredor extenso com várias salas e montras onde podemos ver trabalhos originais, esboços e exemplares de vários livros já publicados. Um horror, vontade de partir os vidros e roubar todos os livros.
Os originais, em termos de qualidade, vão desde o clássico "a minha filha de 2 anos fez um igual terça-feira passada" ao "'pera lá isto não é impresso e o gajo fez isto com canetas??".
Acho que todos nós tivemos algo para o gosto de cada um: eu as canetas irrepressíveis de Victor Mesquita no seu Eternus 9 (quase 25 anos depois de eu o ter visto a primeira vez), o A. teve as páginas originais do livro do João Fazenda que lhe dei o ano passado, e a J. teve os desenhos originais de Rafael Borbalo Pinheiro. Penso que todos gostámos e foi um final de tarde bem passado, mesmo agora que o frio convida a ficar mais em casa.

Aconselho e recomendo, não como fã de banda-desenhada, mas como bon vivant das artes e passeios. É também uma óptima oportunidade para ver com os próprios olhos que somos mais que bons jogadores de futebol, consumidores de enchidos e carnes frias várias e que produzimos arte e BD de qualidade.

Um abraço.
Tiago, o Dono da Barba.

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