035.4. Ver 10 filmes 'decentes': The Fighter

Confesso que não sou fã de boxe. Nem de filmes sobre boxe.
Mas felizmente, The Fighter não apenas é um filme sobre boxe.
É acima de tudo um filme sobre dramas familiares.
Sobre relações disfuncionais.
Sobre o acreditar que um dia tudo vai mudar.



Sem dúvida alguma, o que mais de destaca no filme é a interpretação de Christian Bale, que está fenomenal no papel de Dickie Eklund.
A sua transformação física é incrível: a perda de peso, os dentes postiços, a redução da linha do cabelo, e quando somamos tudo isto ao sotaque e aos maneirismos, não conseguimos deixar de ver Dickie como a personagem dominante do filme. Muitas vezes sobrepondo-se a todas as outras.
É o meu favorito ao Óscar e a sua interpretação é razão mais do que suficiente para verem este filme.

Classificação Bigodiana: 8/10

115 min - Biografia | Drama | Desporto - 2010
Direcção: David O. Russell
Argumento: Scott Silver, Paul Tamasy e Eric Johnson
Podem ver mais sobre o filme, no site ou no imdb.

Para terminar, deixo-vos com uma das frases do filme:
"[after seeing the size of his opponent] That guy did not just get off the fuckin' couch. If he did, I'm gonna get a couch like that." – Mickey Ward

Joana, a Dona do Bigode.

035.3. Ver 10 filmes 'decentes': O Discurso do Rei

Surpreendeu por ser o mais nomeado pelos Óscares da Academia em 12 categorias, incluindo a de Melhor Filme, Melhor Realizador (Tom Hooper), Melhor Actor (Colin Firth), Melhor Actor Secundário (Geoffrey Rush) e Melhor Actriz Secundária (Helena Bonham Carter).
Apesar de tudo, em termos narrativos, é um filme que não surpreende.
A parte técnica do filme é excelente, tal como as interpretações, principalmente a de Geoffrey Rush.
Mas tirando isso, não acho que seja que vá ficar na nossa memória durante muito tempo.



Até agora, é o meu favorito ao Óscar de Melhor Realizador.
Achei a realização soberba. Todos os planos parecem ter sido pensados e estudados ao pormenor, com uma atenção especial à escala de planos e às regras de composição clássicas.

Classificação Bigodiana: 8/10

118 min - Biografia | Drama | Histórico - 2010
Direcção: Tom Hooper
Argumento: David Seidler

Podem ver mais sobre o filme, no site ou no imdb.

Para terminar, deixo-vos com uma das frases do filme:
"…fuckity, shit, shit, fuck and willy. Willy, shit and fuck and… tits." – Rei Jorge VI

Beijos bigodianos e um até breve,
Joana, a Dona do Bigode.

050. Ir ao Eleven.



Ir ao Eleven era algo que já falávamos há muito tempo.
Estivemos para ir durante a nossa Lua de Mel alternativa, e depois o tempo foi passando... até ao nosso 2º aniversário de casamento, em que a minha fantástica Mãe nos ofereceu um Top Jantares da 'vida é bela'.
Depois de algumas dúvidas iniciais, entre o Eleven e o Fortaleza do Guicho, ficou definido que era para ser usado no Eleven, e assim fomos ontem.



As expectativas eram muitas e confesso que pensei que ia ficar aquém das minhas expectativas.
Mas não, tudo o que provámos era óptimo.
Escolhemos um menu que, supostamente, só existe durante este ano e que está relacionado com o aniversário do restaurante. Era o Eleven em 11 passos, isto é, 11 pequenos pratos.
Foi qualquer coisa como o que aqui se segue (com a possibilidade, claro está, de alguns nomes não estarem 100% correctos):

  • Pão e manteiga - Eu escolhi o de Sementes de Papoila e o T. provou o Sementes de Papoila, o de Tomate e o Branco. E veio fascinado com o pão.
  • Aperitivos do Chef - Destes é que não nos lembramos mesmo dos nomes, bem tentámos mas não, mas eram 3 diferentes. Um de salmão (que se vê na foto da mesa), um de legumes e umas bolinhas/croquetes de coelho. Eram muito bons. Para mim, principalmente o de legumes.
    Devo confessar que o de coelho foi um grande esforço de comer, porque é algo que nunca como, principalmente por razões sentimentais, e foi definitivamente uma experiência a não repetir!
  • Terrina de Foie Gras com Chutney de Tangerina e Gengibre - Para mim, o melhor prato (empatado com o queijo). Era divinal. Já para o T., foi o que gostou menos.
  • Creme de castanhas com Redução de Farinheira - O sabor das castanhas com o da farinheira é uma combinação brilhante. E algo que tenho que explorar cá por casa.
  • Peixe do Dia, seleccionado pelo Chef e Castanhas do "Pára" - Eu que não sou fã de peixe que não seja grelhado, dou a mão à palmatória. Era muito saboroso, apesar de não ter ideia de que peixe era.
  • Risotto de Cogumelos - Eu adoro Risotto! Se existe coisa neste mundo que me dá um 'quentinho cá dentro' é risotto. E este era muito bom, mas foi o único prato que não ultrapassou as minhas expectativas. Faltava-lhe algo para se destacar do comum risotto que faço cá em casa.
  • Timbale de Rabo de Boi (Waygo) - O preferido o T., de braço dado com o bolo de amêndoa. Eu também achei divinal. A carne desfazia-se de tão tenrinha. O molho era excelente. E o acompanhamento idem idem, aspas aspas.
  • Queijo de Serpa com Pêra embebida em Vinho Tinto - F-A-B-U-L-O-S-O! Quer o queijo, quer a combinação com a pêra. Mas não é de surpreender que eu tenha delirado, dizem as más línguas que tenho uma costela de rato queijaólico.
  • Bolo de Amêndoa com Gelado de Leite-Creme - O preferido do T., acho que ainda agora ele deve estar a sonhar com o bolo. Mas dêem-lhe amêndoas ou algo que possa ter uma pequena semelhança com massapão que ele é um homem feliz!
  • Créme Brûlée de Manga - Bom, mas com demasiado sabor a manga para o meu gosto. Não é que não fique agradável. Eu é que não gosto de manga...
  • Mignardises - Que incluíam as Telhas de Amêndoa produzidas pela Casa Fina e que são de comer e chorar por mais.

Tenho pena de não ter conseguido fotografar os pratos, mas as fotos ficavam demasiado feias para serem mostradas. Com pouca luz e cheias de grão. Esta foi uma das poucas que ficou apresentável.
Mas podem ver aqui, algumas imagens do restaurante e de alguns pratos.

Tinha lido algumas críticas ao atendimento, mas na verdade, fomos fabulosamente atendidos.
Inclusive, fomos cumprimentados pelo simpático e talentoso Chef Joachim Koerper no início da refeição e no final.
Não tenho absolutamente nada a apontar ao atendimento. Porém também calculo que o facto de o restaurante estar praticamente vazio, tivesse ajudado.
Ainda nos ofereceram um pequeno bolo no final, que aproveitei para levar à minha mãezita como agradecimento da prenda.
Curiosamente, a mesa em que ficámos foi precisamente a da imagem em baixo.




(imagens retiradas da Revista Eleven Cookbook)


Em resumo, recomendo vivamente.
Não acho que seja um restaurante para qualquer pessoa, não pelo preço, mas sim porque é necessário ter algum gosto e curiosidade por pratos de autor. Estar aberto a experimentar ingredientes e combinações diferentes. E de disfrutar toda a experiência.
Devo dizer que apesar de ser comum ouvir dizer que se passa fome neste tipo de restaurante, a nossa experiência não foi de todo essa. E o que comemos foi mais do que suficiente.
Ficámos fans e pretendemos voltar. Mais que não seja durante o próximo Lisboa Restaurante Week. Querem vir?

Beijos bigodianos e um até breve,
Joana, a Dona do Bigode.

035.2. Ver, pelo menos, 10 filmes 'decentes': Food Inc.

Nas últimas 2 semanas, decidimos começar a levar a dieta a sério. Termos uma relação mais saudável com a comida e perder peso é um dos grande objectivos de 2011.
E ver este filme veio um pouco no seguimento das mudanças que temos estado a fazer.



Mas acabou por surpreender, não pela maioria dos factos apresentados, que já conhecia de outro documentário que descobri através do Meatless Mondays, mas sim pela qualidade do filme.
Achei que estava muito bem construído, conciso e com óptimos grafismos (ok, defeito profissional, eu sei!). Uma excelente combinação de bom entretenimento com informação.

Não recomendo o filme a quem tenha o estômago sensível ou que pretenda continuar a comer fast food regularmente. A todos os outros recomendo e aconselho!

Classificação Bigodiana: 8/10

94 min - Documentário - 2008
Direcção: Robert Kenner
Argumento: Robert Kenner, Elise Pearlstein e Kim Roberts

Podem ver mais sobre o filme, no site ou no imdb.

Beijos bigodianos e um até breve,
Joana, a Dona do Bigode.