050. Ir ao Eleven.

quinta-feira, fevereiro 03, 2011



Ir ao Eleven era algo que já falávamos há muito tempo.
Estivemos para ir durante a nossa Lua de Mel alternativa, e depois o tempo foi passando... até ao nosso 2º aniversário de casamento, em que a minha fantástica Mãe nos ofereceu um Top Jantares da 'vida é bela'.
Depois de algumas dúvidas iniciais, entre o Eleven e o Fortaleza do Guicho, ficou definido que era para ser usado no Eleven, e assim fomos ontem.



As expectativas eram muitas e confesso que pensei que ia ficar aquém das minhas expectativas.
Mas não, tudo o que provámos era óptimo.
Escolhemos um menu que, supostamente, só existe durante este ano e que está relacionado com o aniversário do restaurante. Era o Eleven em 11 passos, isto é, 11 pequenos pratos.
Foi qualquer coisa como o que aqui se segue (com a possibilidade, claro está, de alguns nomes não estarem 100% correctos):

  • Pão e manteiga - Eu escolhi o de Sementes de Papoila e o T. provou o Sementes de Papoila, o de Tomate e o Branco. E veio fascinado com o pão.
  • Aperitivos do Chef - Destes é que não nos lembramos mesmo dos nomes, bem tentámos mas não, mas eram 3 diferentes. Um de salmão (que se vê na foto da mesa), um de legumes e umas bolinhas/croquetes de coelho. Eram muito bons. Para mim, principalmente o de legumes.
    Devo confessar que o de coelho foi um grande esforço de comer, porque é algo que nunca como, principalmente por razões sentimentais, e foi definitivamente uma experiência a não repetir!
  • Terrina de Foie Gras com Chutney de Tangerina e Gengibre - Para mim, o melhor prato (empatado com o queijo). Era divinal. Já para o T., foi o que gostou menos.
  • Creme de castanhas com Redução de Farinheira - O sabor das castanhas com o da farinheira é uma combinação brilhante. E algo que tenho que explorar cá por casa.
  • Peixe do Dia, seleccionado pelo Chef e Castanhas do "Pára" - Eu que não sou fã de peixe que não seja grelhado, dou a mão à palmatória. Era muito saboroso, apesar de não ter ideia de que peixe era.
  • Risotto de Cogumelos - Eu adoro Risotto! Se existe coisa neste mundo que me dá um 'quentinho cá dentro' é risotto. E este era muito bom, mas foi o único prato que não ultrapassou as minhas expectativas. Faltava-lhe algo para se destacar do comum risotto que faço cá em casa.
  • Timbale de Rabo de Boi (Waygo) - O preferido o T., de braço dado com o bolo de amêndoa. Eu também achei divinal. A carne desfazia-se de tão tenrinha. O molho era excelente. E o acompanhamento idem idem, aspas aspas.
  • Queijo de Serpa com Pêra embebida em Vinho Tinto - F-A-B-U-L-O-S-O! Quer o queijo, quer a combinação com a pêra. Mas não é de surpreender que eu tenha delirado, dizem as más línguas que tenho uma costela de rato queijaólico.
  • Bolo de Amêndoa com Gelado de Leite-Creme - O preferido do T., acho que ainda agora ele deve estar a sonhar com o bolo. Mas dêem-lhe amêndoas ou algo que possa ter uma pequena semelhança com massapão que ele é um homem feliz!
  • Créme Brûlée de Manga - Bom, mas com demasiado sabor a manga para o meu gosto. Não é que não fique agradável. Eu é que não gosto de manga...
  • Mignardises - Que incluíam as Telhas de Amêndoa produzidas pela Casa Fina e que são de comer e chorar por mais.

Tenho pena de não ter conseguido fotografar os pratos, mas as fotos ficavam demasiado feias para serem mostradas. Com pouca luz e cheias de grão. Esta foi uma das poucas que ficou apresentável.
Mas podem ver aqui, algumas imagens do restaurante e de alguns pratos.

Tinha lido algumas críticas ao atendimento, mas na verdade, fomos fabulosamente atendidos.
Inclusive, fomos cumprimentados pelo simpático e talentoso Chef Joachim Koerper no início da refeição e no final.
Não tenho absolutamente nada a apontar ao atendimento. Porém também calculo que o facto de o restaurante estar praticamente vazio, tivesse ajudado.
Ainda nos ofereceram um pequeno bolo no final, que aproveitei para levar à minha mãezita como agradecimento da prenda.
Curiosamente, a mesa em que ficámos foi precisamente a da imagem em baixo.




(imagens retiradas da Revista Eleven Cookbook)


Em resumo, recomendo vivamente.
Não acho que seja um restaurante para qualquer pessoa, não pelo preço, mas sim porque é necessário ter algum gosto e curiosidade por pratos de autor. Estar aberto a experimentar ingredientes e combinações diferentes. E de disfrutar toda a experiência.
Devo dizer que apesar de ser comum ouvir dizer que se passa fome neste tipo de restaurante, a nossa experiência não foi de todo essa. E o que comemos foi mais do que suficiente.
Ficámos fans e pretendemos voltar. Mais que não seja durante o próximo Lisboa Restaurante Week. Querem vir?

Beijos bigodianos e um até breve,
Joana, a Dona do Bigode.

2 Comentários

  1. Já o ano passado era para ter ido ao Lisboa Restaurante Week! Deve ser muito giro e reparei que uns dos restaurantes na lista deste ano são 2 que já ouvi falar bem: o Alecrim às Flores e o Faz Figura!
    Beijocas e boas paparocas! :)

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